domingo, 27 de setembro de 2015

Festival de música abre programação de aniversário de Maceió

A terceira edição do Festival Alagoano de Música Erudita (III Falame) chega ao palco do Teatro Deodoro, nos dias 03 e 04 de outubro, às 19h e 18h, respectivamente, e abre o calendário oficial de comemorações pelos 200 anos de Maceió, celebrados em 2015. O evento, gratuito e aberto ao público, traz performances de diversos formatos musicais: cameratas, coros, cantores líricos e instrumentistas diversos, sob a assinatura dos mais célebres compositores da música erudita de todos os tempos. Esse ano, o Falame inaugura uma parceria inédita que traz a Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac) e o Ministério da Cultura (MinC) para assinarem a realização do evento juntamente com o Instituto de Cultura Ero Dictus (Iced).


O idealizador do Festival e presidente do Iced, Benedito de Vasconcellos Pontes, afirma que é uma honra fazer música erudita para celebrar o bicentenário de Maceió. “Vamos brindar com o melhor da música em interpretações de competentes artistas alagoanos”, comemora.
Para o presidente da Fmac, Vinicius Palmeira, a capital merece ser cantada em todos os ritmos nos seus 200 anos. “Somos uma lugar de intensa diversidade cultural e teremos várias ações para celebrar o bicentenário da nossa cidade. Começamos com a música erudita, instrumental e canto coral, mas as festividades seguem em grande estilo até dezembro com ações que comporão uma mostra da cultura que faz viva a nossa Maceió”, explica Palmeira.
Festival Alagoano de Música Erudita abre festejos pelos 200 anos de Maceió
Incentivo à cultura
O III Falame integra o Programa Ações Culturais para Maceió, fruto da parceria entre Fundação Municipal de Ação Cultural e o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, graças à emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT), que destinou R$ 892.950,00 para projetos de incentivo a cultura em Maceió.
A parceria se dá por meio do convênio nº 798826/2013, assinado em agosto passado com previsão de um total de R$ 940.950,00 em investimentos em ações até dezembro de 2016.
Além do estímulo à difusão da música instrumental e canto coral, o projeto prevê ainda ações de incentivo à música contemporânea e à música tradicional de raiz; capacitação e formação cultural para geração de renda; valorização das manifestações culturais das comunidades tradicionais de matriz africana; e ocupação cultural dos espaços públicos da capital.
Sobre a destinação de recursos para a cultura de Maceió, o deputado Paulão lembra que não é a primeira vez que reserva emenda para o desenvolvimento da cultura em Maceió. “Tenho clareza que a cultura significa uma ponte para promover a cidadania e desenvolver a cultura de paz em nossa sociedade. Enquanto qualquer outro parlamentar teria destinado essa emenda de R$ 892.950,00 reais para os tradicionais paralelepípedos, eu traço outro caminho que vai de encontro à valorização da arte, do artista e da inclusão social”, destaca.
O parlamentar afirma ainda que tem orgulho de contribuir com o segmento cultural da sua cidade: “Fico imensamente feliz em ajudar a Prefeitura de Maceió a desenvolver esse projeto que transcende barreiras políticas e ideológicas e assegura uma plataforma de fortalecimento da cultura, sobretudo neste momento em que a nossa capital comemora seus 200 anos”.

Camerata Ero Dictus é uma das atrações do Falame 2015. Foto: Igor Pereira/Divulgação

Novidades no Falame
O presidente da Fmac explica que o incentivo a produção e a difusão musical, bem como a formação de plateia são itens contemplados no Plano Municipal de Cultura de Maceió. Ele lembra que a música erudita muitas vezes sofre preconceito e é tratada como música para poucos, mas destaca: “Maceió já deu provas de que a música erudita agrada aos mais diversos públicos. Lembro-me da população emocionada após uma apresentação do Grupo Ero Dictus no Santa Lúcia, durante ação do projeto Concertos para Maceió, em 2013. As pessoas simples aplaudiram de pé os músicos. Foi marcante testemunhar a emoção do público e dos artistas”.
Para Benedito Pontes, “o Falame é uma oportunidade de mostrar que música de qualidade vem sendo feita por gente da nossa terra, aqui, no nosso chão… é música feita com amor para a nossa gente”, diz. Ele acredita ainda que a parceria com a Fmac traz um rebrilho ao festival.
Este ano, além de músicos conhecidos e que já passaram pelo palco do Falame nas edições anteriores, o festival traz novas sonoridades e novos músicos. Sobre as novidades, o idealizador do festival destaca: “Assim como Mozart e Handel compunham valorizando as manifestações populares no contexto e conjuntura em que viviam (eles registraram muito das manifestações folclóricas europeias em suas obras), acreditamos que temos de dar vazão à produção de música erudita brasileira, ainda pouquíssimo divulgada e reconhecida por aqui”.
Dentre os novos nomes que integrarão a programação do III Falame, tem-se: o clarinetista Flávio Ferreira, a soprano Elvira Rebelo, o Madrigal Aqualtune, o Grupo de Contrabaixos da Ufal e o vibrafonista e percussionista Leandro Amorim, entre outros. Todos dividirão o palco com nomes já conhecidos como o barítono Luciano Peixoto acompanhado pela pianista Selma Brito, o maestro Almir Medeiros com o quarteto À La Sax, os pianistas Ilbert Leaffá e Manoel Vieira, os cantores Priscilla Monteiro e Daniel Lima, os coros Angelus, Corufal e mais atrações.
O Falame trará em sua programação compositores brasileiros de grande estima no exterior, mas cujas obras ainda são pouco valorizadas no Brasil. Segundo Benedito Pontes, é missão do Ero Dictus apresentar ao público e fomentar a propagação da música de compositores como Carlos Gomes, Padre José Maurício Nunes Garcia, Guerra Peixe, o alagoano Heckel Tavares, e Villa-Lobos. “Este, particularmente, fez uma verdadeira catalogação das musicalidades de cada canto do território nacional, angariando ritmos e harmonias tão próprias do nosso povo e nosso folclore, do Oiapoque ao Chuí, resultando em celebríssimas sinfonias”.
Design: Alex Walker
SERVIÇO
Evento: III Festival Alagoano de Música Erudita – III Falame
Data: 03 e 04 de outubro
Horários: sábado: 19h, domingo: 18h
Local: Teatro Deodoro, Centro – Maceió/AL
Entrada Franca (os ingressos estarão disponíveis na bilheteria do Teatro Deodoro, a partir de 1º de outubro. Podem ser retirados também na bilheteria uma hora antes das apresentações).
Clarissa Veiga/ Ascom FMAC e Márcio Cavalcanti/ Ascom Ero Dictus

Fonte: http://www.maceio.al.gov.br/fmac/noticias/200-anos-festival-de-musica-erudita-abre-programacao-de-aniversario-da-cidade/


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A diversidade do canto coral enriquece programação do II Falam­­­­­­e

A diversidade do canto coral enriquece programação do II Falam­­­­­­e

Sete coros alagoanos se apresentam nos dois dias de festival com repertório rico

em composições que datam do Barroco ao Contemporâneo.

Márcio Cavalcanti



Camerata ERO DICTUS: I Falame, 2013
Foto: Itawi Albuquerque


Tradição e inovação, maturidade e juventude, grandiosidade e singeleza. Estas antíteses terminam por sugerir características às musicalidades dos sete coros que compõem a programação do II Festival Alagoano de Música Erudita (II Falame), a ser realizado nos dias 30 e 31 de agosto de 2014 (19h e 18h), no Teatro Deodoro. Coral Cesmac, Coro Angelus, Coro Infanto-Juvenil do Colégio de Santa Madalena Sofia, Coro Prisma de Maceió, Coro Rugas de Ouro, Coro Sinfônico da Universidade Federal de Alagoas (Corufal) e Camerata ERO DICTUS apresentarão repertório unicamente erudito, com peças barrocas, clássicas, contemporâneas, dentre outras referências estilísticas.


I Falame: Coro Prisma de Maceió, 2013
Foto: Itawi Albuquerque

O II Falame é uma realização do Instituto de Cultura ERO DICTUS (Iced), presidido pelo engenheiro, compositor, promotor de cultura Prof. Benedito de Vasconcelos Pontes,  e por Oriêta Vilma Feijó, vice-presidente e pianista da camerata que deu origem à instituição. O festival tem por essência aproximar o grande público, distante das salas de concertos, das experiências transformadoras das realidades socioculturais através da música.



Camerata ERO DICTUS, I Falame
Foto: Itawi Albuquerque

Para o maestro da Camerata ERO DICTUS, Elieser Cassimiro, a riqueza do canto coral e das composições seculares está muito bem representada no repertório que será trazido pelos coros participantes. “Teremos grupos corais tradicionais e que já têm uma trajetória consolidada, mas teremos também grupos não muito experientes, porém comprometidos com a excelência no fazer música”, destaca.


Cassimiro sugere que a programação está sendo feita de forma a presentear a plateia. “A segunda edição do festival será, sem dúvida, um momento ímpar na história da prática da música erudita em Alagoas porque traz na sua concepção a ideia de reunir diversos grupos corais e instrumentais de comprovada qualidade técnica e artística no cenário local”, garante.


E emenda: “Obras de renomados compositores como Vivaldi, Bruckner, Handel e outros serão executadas pelos grupos participantes do festival. E uma ótima novidade para essa edição do II Falame: a participação de um coro infantil, algo inédito no evento e que renova a esperança de um futuro promissor para a prática da música erudita em Alagoas”, adianta o maestro, em menção à participação do Coro Infanto-Juvenil do Col. de Sta. Madalena Sofia, que se apresenta no primeiro dia do festival.


A angelicalidade do canto coral infantil: novidade do II Falame
Coro Infanto-Juvenil do Col. de Sta. Madalena Sofia
Foto: divulgação

Inegavelmente, a música em si já carrega diversas evidências do divino e de uma grandiosidade que rege, de maneira harmoniosa e inexplicável, a vida e a arte, num dueto em que uma se reflete na outra, como num canto responsivo. Quando, então, a execução da música é destinada ao elenco infantil, são acentuadas as características quase (ou de certo) ‘angelicais’ ocultas (ou reveladas) na Música.


Em Alagoas, já há a iniciativa de maestros iniciarem as crianças na música instrumental, mas ainda é tímida a valorização da criança no canto coral, havendo necessidade de dar abertura ao movimento coral infantil, oportunizando a relação da criança com o canto. Neste entendimento, o Iced, que defende a formação de plateias à música erudita, principalmente entre crianças e jovens das classes menos favorecidas, alunos de escolas públicas, vem oportunizar também que o seguimento do canto coral seja fortalecido no meio das crianças, convidando o Coro Infanto-Juvenil do Col. de Sta. Madalena Sofia para mostrar que criança também faz música erudita com qualidade, fortalecendo o vínculo afetivo do público infantil das escolas públicas com uma atração de sua faixa etária.


Segundo o maestro Gustavo Campos Lima, regente do coro, a participação dos pequenos cantores no festival é motivo de celebração. “É uma honra para nós sermos convidados a participar do II Falame. Desde que soube do convite, a Madre Superiora, Irmã Sandra Alencar, ficou muito feliz, pois a reverenda não só valoriza a formação da criança na arte erudita, como vê a oportunidade de disponibilizar esta arte a outras crianças da plateia, formando bons ouvintes e de certo futuros músicos, cantores ou instrumentistas, criando imediatamente, nas crianças, o gosto pela música de concerto”, frisa Campos Lima.


O maestro destaca que o grupo, composto por 35 crianças, já tem 15 anos de canto coral, e que, tendo surgido para atender demandas pontuais da vida escolar, logo evoluiu para um status em que notadamente havia aptidão para uma musicalidade mais elaborada. Assim, o coro assumiu a identidade e a tradição de música clássica, herança da congregação belga, da qual o Colégio Madalena Sofia faz parte, e que prima pela formação de meninos cantores de repertório erudito. “Abriremos o II Falame executando duas peças eruditas: “Pie Jesu” (de Andrew Lloyd Webber) e o cânone “Gloria In Excelsis Deo”, do movimento Teizé, tradição católica europeia”, conclui Campos Lima.


Corufal, 40 anos de história: I Falame, 2013
Foto: Itawi Albuquerque

A tradição de coros consolidados e a transversalidade de um repertório refinado
A riqueza de musicalidades está, sobretudo, representada nos demais
coros participantes do II Falame. O repertório é variado, contendo aspectos que transparecem alegria, como no “Gloria”, de Vivaldi, nas vozes do Corufal, que se apresenta no domingo (31).



Coro Rugas de Ouro: tradição
Foto: Itawi Albuquerque

Outra característica do repertório, sacro, é a reverência ante a majestade do Cristo, em “Thanks Be To Thee”, de Handel, nas vozes do coro feminino Rugas de Ouro, atração do sábado (30). A proposta do Coral Cesmac, a se apresentar no domingo (31), é abordar o bucolismo e rebuscamento do barroco, em “Dindirindin” (Cancionero de Palacio), e também a contrição e angelicalidade do contemporâneo John Rutter, em “The Lord Bless You and Keep You”.

Coral Cesmac, I Falame, 2013
Foto: Itawi Albuquerque

O Coro Angelus, no sábado (30), adota “Locus Iste”, de Anton Bruckner, muito influenciado pelo romantismo wagneriano, e também canta a contemporaneidade de Eduardo Xavier, em “Omnium Homo”. No domingo (31), o coro Prisma de Maceió não foge à linha erudita e sobe ao palco com a proposta de duas peças sacras. Encerrando o festival, e brindando o público com uma obra completa, vem a camerata ERO DICTUS com o “Te Deum”, de Joseph Haydn.
Coro Angelus: I Falame, 2013
Foto: Itawi Albuquerque


Haydn, apontado como o precursor da sinfonia, marcou o período Clássico da música erudita com “Te Deum”, obra dotada de racionalidade, lucidez, densidade, simetria e aspectos contrastantes como nos trechos em que fugas se contrapõem a uníssonos arrebatadores. Para o maestro Elieser Cassimiro, este será um ápice do espetáculo. “Além do “Te Deum”, de Haydn, uma obra emblemática do período Clássico da História da Música, teremos também a participação de excelentes instrumentistas como o maestro Almir Medeiros, Selma Brito entre outros, e de cantores solistas como Claudinete Lima e Luciano Peixoto”, acrescenta.


I Falame: Coro Prisma de Maceió, 2013
Foto: Itawi Albuquerque



Outras atrações

Além das apresentações corais, o II Falame oferece outras expressões de música erudita nos formatos instrumental – em performances de pequenos grupos e solos – e canto lírico, em que sopranos e tenores se apresentam em solos, duetos e trios. Dentre as apresentações instrumentais ganham destaque os gaúchos inéditos em Alagoas: Paula Bujes e Pedro Huff (dueto de violino e cello), doutores do curso de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), seguidos dos pianistas Manoel Vieira Junior e Mario Marochi, de Nícolas Silva, grata revelação no violão clássico, e do maestro Almir Medeiros com a estreia do quarteto Cantiga de Cellos.


I Falame, 2013: Selma Britto e Luciano Peixoto
Foto: Itawi Albuquerque

Já o canto lírico tem como a atração principal a soprano recifense Tarciana Damião. Daniel Lima e Priscilla Monteiro, Erick Robert, Luciano Peixoto e Selma Britto e o grupo Allegro Cantabile, outra atração que estreará no festival, completam a programação.




Confira a programação completa do II Festival Alagoano de Música Erudita:


Sábado (30 de agosto de 2014 – 19h)


1. Coro Infanto-Juvenil do Colégio de Santa Madalena Sofia
2. Pianista Mario Marochi
3. Coro Angelus
4. Tenor Erick Robert
5. Violonista Clássico Nícolas Silva
6. Coro Rugas de Ouro
7. Duo Paula Bujes e Pedro Huff (violino e violoncelo) – Professores Doutores em Música (UFPE)
8. Allegro Cantabile - Estreia


Domingo (31 de agosto de 2014 – 18h)


1. Tenor Luciano Peixoto e Pianista Selma Britto
2. Coro Prisma de Maceió
3. Tenor Daniel Lima e Soprano Priscilla Monteiro
4. Coral Cesmac
5. Pianista Manoel Vieira Junior
6. Soprano Tarciana Damião (Piano: Manoel Vieira Junior)
7. Coro Sinfônico da Universidade Federal de Alagoas (Corufal)
8. Maestro Almir Medeiros na estreia do Quarteto Cantiga de Cellos
9. Camerata ERO DICTUS, com o “Te Deum”, de Joseph Haydn.
10. Grand Finale: Coro “Hallelujah”, do “The Messiah”, de Handel (Piano: Douglas Nascimento e Orquestra ERO DICTUS – 200 músicos no palco).

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

II Falame abre espaço para a música instrumental

II Falame abre espaço para a música instrumental

Artistas e grupos instrumentais inéditos em Alagoas trazem ao público repertório erudito,alguns com arranjos exclusivos; o festival reúne atrações de outros estados.

Márcio Cavalcanti

Desde o sucesso de público e crítica da edição anterior, o II Festival Alagoano de Música Erudita (II Falame) passou por reformulações, abrindo oportunidades não só à música vocal, mas também ao repertório instrumental. Para a segunda edição do festival, são aguardadas atrações inéditas e de grande valor artístico, com destaque para a violinista Paula Bujes e o violoncelista Pedro Huff, gaúchos instalados em Recife. Almir Medeiros, maestro renomado, também promete com a estreia do quarteto Cantiga de Cellos. O violonista clássico Nicolas Silva e os pianistas Manoel Vieira Junior e Mario Marochi trazem performances cheias de virtuosismo, todos integrando a programação do II Falame, que será realizado às 19h e 18h, nos dias 30 e 31 de agosto de 2014, no Teatro Deodoro, em Maceió.

Paula Bujes e Pedro Huff, duo: Ravel e Kodaly

 

Diante da histórica escassez de incentivos aos concertos clássicos e à formação acadêmica de jovens músicos, o Instituto de Cultura ERO DICTUS (Iced), realizador do II Falame, entende a necessidade de oportunizar visibilidade aos artistas de longa estrada musical e também aos jovens músicos instrumentistas, pois entende que a música, enquanto linguagem artística cativante, é uma possibilidade segura de fortalecer os laços de crianças e jovens com um futuro promissor. 


Nesta via de valorização da cultura erudita, dos esforços de artistas, e na defesa do acesso universal e irrestrito da população à arte, nas suas mais profícuas manifestações, o II Falame traz ao público alagoano nove musicistas que oferecerão ao público performances de diversas peças instrumentais, de compositores consagrados ao longo da História. De inegável valor artístico e acadêmico, os doutores em Música e professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Paula Bujes e Pedro Huff, se apresentarão no sábado (30) em duo de violino e violoncelo como a principal atração instrumental do festival. 


Virtuoses


Inéditos em Alagoas, Bujes e Huff, demonstrarão todo o seu talento na “Sonata de Ravel para Violino e Cello (1º e 2º movimentos). Peça de beleza ímpar deste compositor francês do Impressionismo, Maurice Ravel, cuja característica é romper com a forma ortodoxa de fazer música utilizada durante séculos. Os temas são inquietantes, viscerais, atonais, dissonantes, causadores de experiências sensoriais desconcertantes – arrepios, calafrios, tensões musculares, mesclados a momentos de calma e conforto, que logo são rompidos. Nesta mesma atmosfera, Bujes e Huff, executarão “Duo para Violino e Violoncelo”, de Zoltán Kodály, compositor húngaro que muito contribuiu para o movimento impressionista na música.


Nícolas Silva, a clareza do violão clássico

 Ainda no sábado (30) o jovem, porém talentosíssimo, Nícolas Silva executará ao violão um repertório de muita sensibilidade: “Cataluña”, de Isaac Albeniz, e “Un Sueño en La Floresta”, de Agustín Barrios, peças de evidente claridade, limpidez e delicadeza.


Manoel Vieira Junior: piano e presteza em Chopin e Liszt

Os habilíssimos Manoel Vieira Júnior e Mario Marochi executarão, ao piano, temas de grande complexibilidade e valor musical. No sábado (30), Marochi revela a erudição brasileira na música de Heitor Villa-Lobos: “Alma Brasileira” e “Impressões Seresteiras”. Já no domingo (31), Vieira tocará Franz Lisz (Estudo Transcendental nº11 – Harmonie Du Soir) e Frederic Chopin (Etude nº11. Op.10).

Um piano e um Brasil: Mario Marochi


Originalidade e exclusividade. Assim pode-se categorizar a apresentação do maestro Almir Medeiros na estreia do seu quarteto Cantiga de Cellos, no domingo (31). A performance é essencialmente peculiar e privilegiada: Almir Medeiros compôs a próprio punho arranjos especialmente para o lançamento do quarteto no II Falame sobre temas de  Tchaikovsky, Jacob e Piazzola. Uma oportunidade singular para o público do festival ouvir os arranjos nunca antes tocados.

 


Coros e cantores líricos
Além das atrações instrumentais, a programação do II Falame está diversa e enriquecedora. São seis coros, sete cantores líricos e a Camerata ERO DICTUS, que se alternarão no palco do Deodoro nos dois dias de festival, com repertório unicamente erudito. Uma verdadeira festa de sonoridades, musicalidades e possibilidades. 


Confira a programação completa do II Falame:


Sábado (30 de agosto de 2014 – 19h)


1. Coro Infanto-Juvenil do Colégio de Santa Madalena Sofia


2. Pianista Mario Marochi


3. Coro Angelus


4. Tenor Erick Robert


5. Violonista Clássico Nícolas Silva


6. Coro Rugas de Ouro


7. Duo Paula Bujes e Pedro Huff (violino e violoncelo) – Profs. Doutores em Música (UFPE)


8. Allegro Cantabile - Estreia 


Domingo (31 de agosto de 2014 – 18h)


1. Tenor Luciano Peixoto e Pianista Selma Britto


2. Coro Prisma de Maceió


3. Tenor Daniel Lima e Soprano Priscilla Monteiro


4. Coral Cesmac


5. Pianista Manoel Vieira Junior


6. Soprano Tarciana Damião (Piano: Manoel Vieira Junior)


7. Coro Sinfônico da Universidade Federal de Alagoas (Corufal)


8. Maestro Almir Medeiros na estreia do Quarteto Cantiga de Cellos


9. Camerata ERO DICTUS, com o “Te Deum”, de Joseph Haydn.


10. Grand Finale: Coro “Hallelujah”, do “The Messiah”, de Handel (Piano: Douglas Nascimento e Orquestra ERO DICTUS – 200 músicos no palco).


Fotos: Divulgação

Programação completa do II Falame

Designer: Cristiano Suarez


Programação do II Falame

O II Falame contempla três categorias da música erudita: além do canto lírico, a música instrumental com nove participantes, e seis coros mais a Camerata ERO DICTUS, apresentando o “Te Deum”, de Haydn. A programação completa pode ser conferida abaixo:


Sábado (30 de agosto de 2014 – 19h)

1. Coro Infanto-Juvenil do Colégio de Santa Madalena Sofia

2. Pianista Mario Marochi

3. Coro Angelus

4. Tenor Erick Robert

5. Violonista Clássico Nícolas Silva

6. Coro Rugas de Ouro

7. Duo Paula Bujes e Pe­­­­­­dro Huff (violino e violoncelo) – Professores Doutores em Música (UFPE)

8. Allegro Cantabile - Estreia 


Domingo (31 de agosto de 2014 – 18h)

1. Tenor Luciano Peixoto e Pianista Selma Britto

2. Coro Prisma de Maceió

3. Tenor Daniel Lima e Soprano Priscilla Monteiro

4. Coral Cesmac

5. Pianista Manoel Vieira Junior

6. Soprano Tarciana Damião (Piano: Manoel Vieira Junior)

7. Coro Sinfônico da Universidade Federal de Alagoas (Corufal)

8. Maestro Almir Medeiros na estreia do Quarteto Cantiga de Cellos

9. Camerata ERO DICTUS, com o “Te Deum”, de Joseph Haydn.

10. Grand Finale: Coro “Hallelujah”, do “The Messiah”, de Handel (Piano: Douglas Nascimento e Orquestra ERO DICTUS – 200 músicos no palco).

A paixão do canto lírico no palco do II Falame

Tarciana Damião, soprano lírico - Principal atração do domingo (31) no II Falame

A paixão do canto lírico no palco do II Falame

Três sopranos e três tenores alagoanos e três séculos de música composta para solo vocal:
de Handel a Puccini; a atração principal do seguimento é a soprano Tarciana Damião, de Recife.
Márcio Cavalcanti

Quem nunca se emocionou com uma ária na voz de Maria Callas, ou não se alegrou ao ouvir Juan Diego Florez? Difícil não se impressionar com a técnica de Cecilia Bartoli, ou não esquecer um pouco do tempo e do mundo, ouvindo um “lied”, de Schubert, na voz de Fischer-Dieskau. Sem falar nos famosos Pavarotti, Domingos e Carreras! Este mesmo sentimentalismo poderá ser revivido ao ouvir Claudinete Lima, Daniel Lima, Erick Robert, Luciano Peixoto, Maria das Vitórias, Priscilla Monteiro e Tarciana Damião, principal atração dentre os cantores líricos confirmados para o II Festival Alagoano de Música Erudita (II Falame), nos dias 30 e 31 de agosto de 2014, às 19h e 18h, respectivamente, no Teatro Deodoro, em Maceió.


O que cativa no canto lírico são a paixão e a verdade, necessários à execução da música, e ingredientes indispensáveis – a paixão e a verdade – a uma vida com o mínimo de sentido. Pensando no quão importante é abrir mais espaço para o canto lírico no cenário musical, e possibilitar que o público absorva mais paixão e verdade da Arte, o Instituto de Cultura ERO DICTUS resolveu ampliar o II Falame, disponibilizando ainda mais música instrumental e canto coral em variedade para a plateia.


Tarciana DamiãoSoprano lírico, com um timbre muito peculiar à sua classificação vocal, sonoridade aveludada e leve, porém marcante, Tarciana Damião se diz ansiosa para a primeira vez que vem cantar em território alagoano. Estudante de Canto há mais de 11 anos, e diante da sua desenvoltura e domínio técnico ainda com muitas décadas de estudo e prática à frente, a soprano conta que já passou por diversas experiências que justificam seu nível de performance.


Lirismo e sentimento: Tarciana Damião
Estudou Canto Lírico no Conservatório Pernambucano e Bacharelado em Canto na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Já estudou música antiga, da Renascença ao Barroco, “bel canto italiano”, específico na estética operística de Bellini, Rossini e Donizetti, e cursos mais completos como o Opera Studio, pensado na formação de cantores líricos de nível avançado, cujos professores vêm da Itália e EUA, que preparam o cantor desde a técnica vocal até a cena operística.


Tarciana Damião afirma que possui repertório bem abrangente. “Canto de Mozart a Puccini. Gosto de Handel, Bellini, Carlos Gomes. Estou esperando o público caloroso e receptivo de Alagoas”, acrescenta, animada para sua noite de espetáculo, no domingo (31).


Repertório

A soprano pernambucana, de alma nitidamente vibrante e entusiástica, está preparando para o II Falame duas árias de grande densidade e cheias de sentimento. Cantará a mais bela e famosa das árias puccinianas “O mio babbino caro”, eternizada na voz grandiosa de Maria Callas. A peça, da ópera “Gianni Schicchi”, tem como personagem a jovem Lauretta, que vive um amor proibido e vai implorar ao seu “babbino caro” que aceite suas núpcias com Rinuccio. Como bom pai, Gianni Schicchi, amolece o coração depois de ouvir toda a amabilidade da filha ao canto da ária doce e terna.


Em seguida, Tarciana Damião interpretará outra ária cheia de emoção: “Summertime”, da ópera “Porgy and Bess”, de George Gershwin. Na ária, a personagem Clara tenta convencer seu filho a levar uma vida diferente apesar da realidade cruel à sua volta, da tristeza e da decadência. Certamente duas peças de grande conteúdo artístico e valor musical.



Tenor Erick Robert, sensibilidade...


Pratas da Casa

Dono de um timbre cujas palavras sutileza e altivez lhe servem por definição, o jovem tenor Erick Robert, já é de certo um dos cartazes mais disputados no hall dos teatros e salas de recitais de canto lírico em Maceió. Seu perceptível trabalho em técnica vocal está justificado pelo nome de seu preparador, Prof. Dr. Eduardo Xavier, cuja competência e talento se refletem no nível do seu aluno. Erick Robert abre o seguimento do canto lírico no II Falame, no sábado (30), com “Recitativo: Frondi tenere – Ária: Ombra mai fù” (da ópera Serse), de Georg Friedrich Handel, e “Coração Triste – Op.18, nº 1”, de Alberto Nepomuceno.


Luciano Peixoto e Selma Brito

Ainda no sábado (30), o grupo Allegro Cantabille estreia com Claudinete Lima, Maria das Vitórias e Luciano Peixoto, cantando “Marechiare”, de Paolo Tosti, e “Serenata”, de Alberto Costa, tendo, ao piano, Selma Brito, artista consagrada pelo público alagoano. Selma Brito e Luciano Peixoto foram os responsáveis pela abertura do I Falame, em 2013, e a partir daí viu-se a necessidade de incluir mais artistas do seguimento do canto lírico. A dupla volta no domingo (31) e faz “Musica Proibita”, de Stanislao Gastaldon, e “Adivinhação”, de Fernando Cupertino.


Também no segundo dia de festival, é a vez de Daniel Lima e Priscilla Monteiro, que prometem romantismo com o dueto “Pur ti Miro”, da ópera “L’incoronazione di Poppea”, de Monteverdi, tendo Douglas Nascimento ao piano. (Um breve comentário sobre este duo: em 19 de dezembro de 2013, no recital de Daniel Lima no Teatro de Arena Sergio Cardoso, os cantores apresentaram o número, que levou o público a aplausos arrebatadores. Uma boa dica do que se reserva para a plateia).


Priscilla Monteiro e Daniel Lima, musicalidade à flor da voz: romantismo na cena do II Falame

Daniel Lima, cuja característica é seu domínio impressionante da técnica vocal, aliado à sua sensibilidade musical, ao seu conhecimento da historia e da estética de cada período da música, possui a um timbre doce, porém cheio de energia. O tenor apresenta ainda, ao II Falame, a “Mattinta”, de Paolo Tosti, com a participação do violinista Elieser Cassimiro.


Programação do II Falame

O II Falame contempla três categorias da música erudita: além do canto lírico, a música instrumental com nove participantes, e seis coros mais a Camerata ERO DICTUS, apresentando o “Te Deum”, de Haydn. A programação completa pode ser conferida abaixo:


Sábado (30 de agosto de 2014 – 19h)

1. Coro Infanto-Juvenil do Colégio de Santa Madalena Sofia

2. Pianista Mario Marochi

3. Coro Angelus

4. Tenor Erick Robert

5. Violonista Clássico Nícolas Silva

6. Coro Rugas de Ouro

7. Duo Paula Bujes e Pe­­­­­­dro Huff (violino e violoncelo) – Professores Doutores em Música (UFPE)

8. Allegro Cantabile - Estreia 


Domingo (31 de agosto de 2014 – 18h)

1. Tenor Luciano Peixoto e Pianista Selma Britto

2. Coro Prisma de Maceió

3. Tenor Daniel Lima e Soprano Priscilla Monteiro

4. Coral Cesmac

5. Pianista Manoel Vieira Junior

6. Soprano Tarciana Damião (Piano: Manoel Vieira Junior)

7. Coro Sinfônico da Universidade Federal de Alagoas (Corufal)

8. Maestro Almir Medeiros na estreia do Quarteto Cantiga de Cellos

9. Camerata ERO DICTUS, com o “Te Deum”, de Joseph Haydn.

10. Grand Finale: Coro “Hallelujah”, do “The Messiah”, de Handel (Piano: Douglas Nascimento e Orquestra ERO DICTUS – 200 músicos no palco).




Fotos: Divulgação